Josiah Wood Whymper
The Syrian Goat-Capra Hircus
The Society for the Promotion of Christian Knowledge 1843
Espaço para postar informações sobre a raça de caprinos Mambrina, originária da Síria, e introduzida no Brasil no final do século passado. É o maior desperdício de potencial genético do país, afinal, garante grande porte, boa aptidão leiteira, rusticidade e fácil manejo. O Mambrina brasileiro constitui uma variação do padrão original, porque viveu ao abandono nos sertões da Bahia por muitas décadas. Para enviar informações: fazendasnoca@uol.com.br
Josiah Wood Whymper
The Syrian Goat-Capra Hircus
The Society for the Promotion of Christian Knowledge 1843
10. O Mambrina ou bode Sírio, com orelhas caidas bem longas é uma variedade do bode Angora. Portanto esses animais são apenas diferentes raças da mesma espécie que foram produzidos pela influência do clima. Caprae in multas fimilitudines transfigurantur, disse Pliny. Na verdade, apartir dessa enumeração é aparente que os caprinos, mesmo que essencialmente similares uns aos outros, variam enormemente na sua aparência externa; e, se nós entendermos, assim como Pliny, que sob o nome genérico Bodes, está incluso não só aqueles que já mencionamos, mas também cabrito-montês, antilopes, etc, essas especies seriam as mais extensivas na natureza e contém mais raças e varedades que as dos cachorros. Mas Pliny, quando juntou o antilope, o cabrito-montês, etc, nas espécies de caprinos demonstrou sua ignorância sobre a real definição de espécies. Esses animais, embora se pareçam com os caprinos em muitos aspectos continuam sendoduas espécies;
Fonte: Natural history, general and particular, Volume 6, Por Georges Louis Leclerc Buffon (comte de)
1898 – A Raça Mambrina foi introduzida no Brasil por meio da empresa Hagenbeck. poucos animais ficaram registrados em fotografias, exibindo longos pêlos e coloração negra, ainda em poder da familia Lutterbach. Eram animais da variedade Siria Montanhese. Teria o pioneiro josé José Júlio Lutterbach alguma intenção de seleção? Talvez sim, mas com o passar do tempo – a Mambrina desapareceu do Rio de Janeiro. A revista brasileira de Caprinos & Ovinos mantém algumas fotografias dos primeiros animais introduzidos no Brasil, cedidas pela familia Lutterbach.
1910 - Escreve G. Corlett (1971): "Sobre os animais entrados antes de 1925, não pudemos encontrar dados fieis mas sabemos que desde 1910, mais ou menos, o Brasil começou a importar caprinos, tendo figurado nestas primeiras importações as raças Toggenburg, Saanen, Acamurçada, Valaisiana ou Schwartzals, provenientes da Suiça e da França, as raças de Múrcia e Malta vindas da Espanha e as Angorá, Nubiana e Mambrina, do Oriente. As escassas verbas do ministério permitem acreditar que, no máximo, todos os animais entrados antes de 1925 não somem o total da tabela.”
1932 – Um fato memorável foi a importação da década de 1930, pelo então governador Landulfo Alves, uma das maiores inteligências no setor agricola baiano. Ele entendia de ecologia. Trouxe os bovinos Schwyz e Guzerá, o caprino mambrina e o ovino Bergamancio – afirma Emerson Figueiredo Simões. Buscava assim a genética de outras fontes: a mamber (Siria Montanhesa), Sudanesa (Africa) e Somalis (Africa) que geralmente provaram ser decepcionantes como raças puras, naqueles dias, mas com alguns resultados interessantes na progênie de cruzamentos. A Anglo-Nubiana (então conhecida no Brasil simplesmente como Nubiana) e a Siria Montanhesa (ou Mambrina, embora pudesse ser a raça Damasco) realmente acrescentaram tamanho e peso na carcaça da progênie cruzada com Crioula.
1940 – Na Bahia já havia muito Mambrina em 1940 e ali se tornou um patrimônio genético do estado. De fato, o Mambrina é hoje uma riqueza da Bahia, com dezenas de criadores entusiasmados e centenas de exploradores. Afinal, o Mambrina garante grande porte, boa aptidão leiteira nas fêmeas, muita rusticidade e fácil manejo. O Mambrina garante tudo que é preciso numa moderna criação de caprinos de dupla aptidão.
1948 – Depois de vários ataques, ficou decidido em reunião entre a Secretaria de Agricultura da Bahia, representantes do Comércio de Couros e Peles, e diversos técnicos estaduais e federais, que não mais deveriam ser estimuladas criação de qualquer raça de ovinos lanados e caprinos peludos, pois isso estava sendo um desastre para a industria baiana de couros e peles. Mesmo sendo apontado como maléfico por ser peludo, o Mambrina reagiu, segregando individuos visivelmente deslanados, como prova da inteligência do criador brasileiro. O Angorá caminhou para a quase extinção, a Toggenburg restringiu-se à produç]ao de leite. Foram aconselhadas, nessa ocasião, as criações de raças como Marota, Moxotó e Repartida.
Fonte:A Cabra e a Ovelha no Brasil, por Rinaldo dos Santos
A carne de bode, quem diria, está fazendo sucesso nos Estados Unidos. Na retrospectiva 2008 da “Time”, ela figura entre uma das tendências da gastronomia. Embora seja relativamente difícil de ser encontrada naquele país, segundo a revista, sua carne magra vem conquistando comensais, e algumas propriedades da Califórnia já criam animais para fins comerciais, permitindo que chefs sirvam em seus restaurantes pratos como linguiça de bode e cabrito assado.
Apesar de a relação de parentesco não estar explícita nos nomes, cabrito é a cria do bode; o animal jovem, com carne mais úmida e menos gordurosa. No Nordeste e em alguns restaurantes de cozinha regional em São Paulo, como o Mocotó, o bode atrai a atenção no cardápio, mas é o cabrito quem entra na panela. A brincadeira é um resquício do tempo em que se costumava abater animais velhos o que desencadeou, também, a fama de ser uma carne malcheirosa.
Para o pesquisador Evandro Vasconcelos Holanda Júnior, da Embrapa Caprinos e Ovinos, o preconceito deriva provavelmente de questões culturais, do odor característico dos animais de idade avançada e do fato de a espécie ser explorada em áreas de baixo desenvolvimento os rebanhos se concentram no Nordeste do país, onde a carne é mais apreciada. “Hoje, contudo, vem aumentando o abate de animais jovens, ea carne caprina passa a ser vista como saudável em função de sua composição nutricional”, afirma.
Um dos maiores diferenciais da carne caprina é o baixo teor de gordura: a cada 100 gramas, contém 2,76 gramas, contra 3,75 gramas na de frango sem pele e 17,14 gramas na bovina. Também é uma carne rica em ferro, mineral cuja carência pode causar anemia e atraso no desenvolvimento das crianças: são 3,54 gramas, o dobro da quantia encontrada na carne de frango.
Os caprinos foram domesticados por volta do século 8º aC, na mesma época que os ovinos, no sudoeste da Ásia. Ao Brasil, chegaram com os colonizadores portugueses, no século 16.
No Entre Amigos são muitas opções com carne de cabrito, entre elas o Pernil Baby Marinado no vinho e ervas finas que utiliza um corte especial do pernil do animal. O prato está participando no Festival Brasil Sabor que segue até o dia 31 de maio.
Fonte: portal GP1