Espaço para postar informações sobre a raça de caprinos Mambrina, originária da Síria, e introduzida no Brasil no final do século passado. É o maior desperdício de potencial genético do país, afinal, garante grande porte, boa aptidão leiteira, rusticidade e fácil manejo. O Mambrina brasileiro constitui uma variação do padrão original, porque viveu ao abandono nos sertões da Bahia por muitas décadas. Para enviar informações: fazendasnoca@uol.com.br
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Pastagem para ovinos e caprinos 5
Prof. Dr. Danilo Gusmão de Quadros
4.0 Manejo de pastagens com ovinos e caprinos
A época de pastejo (águas e seca), o sistema (contínuo ou rotacionado), a intensidade (altura do resíduo) e a freqüência de pastejo (dias de ocupação e de descanso) são aspectos que devem ser considerados no manejo da pastagem. Na intensificação do uso das pastagens, há forte tendência da adoção de pastejo rotacionado. Uma das principais dúvidas do criador sobre esse sistema está relacionada à necessidade de muitos piquetes pequenos com alto custo das cercas. Contudo, a rotação é possível mesmo com pastagens de dimensões maiores, com período de ocupação mais longos (máximo de sete dias), ajustando adequadamente a lotação para consumo da forragem ofertada durante o período planejado. A utilização de cercas eletrificadas possibilita a redução no custo de divisão de pastagens. O número de piquetes pode ser calculados pela fórmula:
onde:
NP = número de piquetes
PD = período de descanso
PO = período de ocupação
O manejo de pastagens com ovinos e caprinos está relacionado com a espécie forrageira em questão, principalmente com relação ao porte e ao hábito de crescimento (Tabela 4). Pela característica de hábito gregário desses animais, não se deve deixar a altura da pastagem atingir mais de 1 m ou, na prática, a altura do focinho, para ocorrer à visualização uns dos outros enquanto pastejam.
Gramíneas forrageiras com hábito de crescimento prostrado têm sido recomendadas para a criação de ovinos (SIQUEIRA, 1988) e caprinos (ARAÚJO FILHO et al., 1999). Os capins prostrados apresentam-se como alternativa interessante, tanto do ponto de vista nutricional, quanto da facilidade de manejo da pastagem. Por outro lado, o alto percentual de cobertura de solo pode contribuir com a formação de microclima úmido,
com temperaturas amenas, favorecendo o desenvolvimento das larvas infectantes de nematódeos gastrintestinais, que provocam sérios prejuízos econômicos (SANTOS et al., 2002).
Segundo SANTOS et al. (1999), a adoção de capins eretos, apesar de possuírem manejo mais difícil, é recomendada sob manejo de desfolha intermitente. Nesse sistema, a altura do resíduo pós-pastejo baixa possivelmente contribua para redução da população de larvas infectantes dos nematódeos.
A altura de manejo dos capins pode ser utilizada para controlar os momentos de entrada e saída dos animais dos piquetes, no sistema rotacionado. No trabalho conduzido por QUADROS (2004), a altura do capim-estrela-africana pastejado por ovinos praticamente não variou ao longo das amostragens (Tabela 5). Por outro lado, no mês de março, o capim-andropógon apresentou altura mais elevada do que os capins Tanzânia e estrela-africana. Pastagens manejadas baixas podem acarretar em decréscimo do consumo, como foi demonstrado por CARVALHO (2002), em ovinos mantidos no capim- Tanzania mantido com 10-30 cm de altura, condições predisponentes à redução da massa e do tempo por bocado, em relação a 40-50 cm, sugerindo que seu melhor manejo sob lotação contínua encontra-se próximo às alturas intermediárias.
Plantas forrageiras com alturas acima de 1 m não têm sido indicadas para ovinos (SANTOS et al., 1999). Segundo CARVALHO et al. (2001b), pastos altos podem limitar o consumo de ovinos. CARVALHO et al. (2001b) observaram aumentos do tamanho e do tempo por bocado em borregas mantidas em capim-Tanzânia, manejado de 20 até 60 cm de altura.
Entretanto, a velocidade de ingestão aumentou até o manejo a 50 a 60 cm. Acima de 70 cm, houve redução acentuada da velocidade de ingestão. Para que os animais apresentem altos desempenhos, deve-se disponibilizar a possibilidade seletividade e aumento do consumo de forragem, por meio da oferta de forragem, que permita ao animal grande tamanho dos bocados. Em milheto, os melhores ganhos por animal e por ha, considerando cordeiros, foram obtidos quando a altura média as plantas foi próxima a 30 cm (CARVALHO, 2002).
A MS pode ser estimada por meio do corte e secagem da forragem (na prática cortando acima da altura de resíduo pré-determinada) e transformada por hectare, sendo fundamental para o cálculo da oferta de forragem, em kg de MS/100 kg de PV, sendo normalmente de 8 a 12 kg MS/100 kg PV/dia, visando o altos ganhos por animal e por hectare. A MS total é constituída das frações folha, colmo e material morto, sendo a primeira preferida pelos animais e de maior valor nutritivo. Conforme QUADROS (2004), a MS dos colmos e material morto reduziram à medida que a altura do estrato aumenta no perfil da pastagem (Tabela 4). Entretanto, a MS de folhas nos capins Tanzânia e andropógon (cespitosos) foram menores abaixo dos 30 cm, enquanto no estrela-africana não diferiu nos diferentes estratos.
Fonte: UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM PRODUÇÃO ANIMAL
PROGRAMA DE OVINO-CAPRINOCULTURA DA BAHIA
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Pastagem para ovinos e caprinos 4
Prof. Dr. Danilo Gusmão de Quadros
3.0 Formação de pastagens
A taxa de semeadura (kg de sementes puras viáveis-SPV/ha) recomendada para cada espécie deve ser respeitada. O cálculo de taxa de semeadura leva em consideração o VC (valor cultural), que corresponde ao percentual de SPV. A recomendação pode ser calculada pela seguinte fórmula:
A calagem (Foto 2) deve ocorrer cerca de quatro meses antes do plantio e o calcário incorporado com aração e gradagens. A dose deve ser recomendada com base na exigência das plantas forrageiras e na análise de solo, seguindo a fórmula:
Fonte: UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM PRODUÇÃO ANIMAL
PROGRAMA DE OVINO-CAPRINOCULTURA DA BAHIA
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Pastagem para ovinos e caprinos 3
Prof. Dr. Danilo Gusmão de Quadros
Leguminosas forrageiras
As leguminosas forrageiras (de porte herbáceo e arbustivo submetidas à podas) podem ser utilizadas consorciadas com gramíneas ou como banco de proteína, representando interessantes fontes de alimentos dos pontos de vista: nutricional, pois possuem alto teor de proteína e digestibilidade; e estratégico, para reserva de alimento verde na época seca do ano, devido ao sistema radicular mais profundo. Outras
vantagens do uso de leguminosas é a fixação de nitrogênio para a gramínea em sistemas consorciados e reciclagem de nutrientes.
As bactérias dos gêneros Rhizobium e Bradrhizobium, em simbiose com as raízes das leguminosas, fixam quantidades de até 500 kg de nitrogênio no solo. No entanto, essas quantidades são bem inferiores nas regiões tropicais. O uso de leguminosas em consórcio com gramíneas, recomendado para criações menos intensivas, pode substituir, até certo ponto, adubações nitrogenadas, melhorar a qualidade da dieta e quantidade de forragem disponível. Deve-se atentar para que a proporção da leguminosa esteja em torno de 25-30% da MS total disponível na pastagem. A aceitatabilidade relativa de espécies prostradas, ou porte arbustivo, poderão ser vantajosos na manutenção desse
percentual e da persistência.
A adição de leguminosas nas áreas de pastagem exclusivas de gramíneas, especialmente no tropical úmido e sub-úmido, freqüentemente aumentam a produtividade. São indicadas as seguintes leguminosas: estilosantes (Stylosanthes guianensis), calopogônio (Calopogonium mucunoides), soja perene (Neonotonia wightii), leucena (Leucaena leucocephala), guandu (Cajanus cajan) e amendoim forrageiro (Arachis pintoi), dentre outras, devendo ser escolhidas de acordo adaptação às condições de solo, clima e adequar-se à gramínea em consórcio. Algumas das leguminosas citadas são anuais, dependendo diretamente de ressementeio natural, e mesmo as perenes necessitam de
recrutamento de novas plantas, devendo-se escolher espécies precoces que floresçam entre março e maio, época do ano que permitem a vedação, devendo-se evitar as de florescimento tardio, entre junho e julho, pois é uma época de necessidade de utilização
desses pastos.
A adubação nitrogenada permite produções de massa verde maiores do que aquelas advindas da fixação de nitrogênio pelas leguminosas, entretanto deve-se analisar cada situação para as recomendações.
Entende-se como banco de proteína como uma área mantida exclusivamente com leguminosas, nas quais os animais não têm acesso, ou o tem programadamente. É uma alternativa interessante, pois pode-se estabelecer um manejo adequado da planta, permitindo uma boa persistência e produção do estande. A parte aérea da leguminosa também pode ser cortada (a altura de corte depende da principalmente espécie) e fornecida no cocho. Nesse caso, pode-se fazer uso de culturas intercalares visando à diminuição dos custos de implantação. A rotação de culturas é um ponto forte nessa técnica, pois a cultura subsequente se beneficiará dos resíduos da leguminosa.
Stylosanthes guianensis (Estilosantes)
Cultivar: Mineirão
Planta perene, sub-arbustiva, com folhas trifoliaoladas e flores amareladas. Propagação por sementes (0,5 kg/ha). Utilizada como banco de proteína e em consórcio com gramíneas.
Leucaena leucocephala (leucena)
Utilizada como banco de proteína ou mesmo consorciada na pastagem. O consumo de leucena na dieta deve ocorrer em até 30 %, devido ao aminoácido mimosina, que é tóxico aos animais. Para evitar intoxicação, na prática, utiliza-se duas horas de pastejo diário.
Fonte: UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM PRODUÇÃO ANIMAL
PROGRAMA DE OVINO-CAPRINOCULTURA DA BAHIA
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Pastagem para ovinos e caprinos 2
Prof. Dr. Danilo Gusmão de Quadros
Planta forrageiras para ovinos e caprinos
Na produção ovina e caprina em pastagens, a tomada de decisão na escolha da planta forrageira adequada às condições de clima e solo locais, além do manejo que lhe será imposto, deve ser criteriosa, pois a área implantada deve ter uma longa vida útil.
Os pesquisadores da área de forragicultura vêm trabalhando incessantemente na seleção de genótipos tolerantes as adversidades ambientais e com características agronômicas favoráveis para a produção animal. Não existe “o melhor capim”. Cada planta forrageira apresenta certas qualidade e limitações, as quais devem ser comparadas para seleção no ecossistema desejado, considerando os fatores abióticos e bióticos.
Na Tabela 1 são apresentadas características agronômicas de algumas gramíneas forrageiras tropicais utilizadas para ovinos e caprinos.
ARAÚJO FILHO et al. (1999) recomendaram os capins: andropógon (Andropogongayanus), buffel grass (Cenchrus ciliaris), gramão (Cynodon dactylon var. Aridus cv. Calie) e corrente (Urochloa mosambicensis) para a ovino-caprinocultura no semi-árido nordestino.
As gramíneas forrageiras tropicais mais freqüentemente utilizadas na formação de pastagens para ovinos são espécies e cultivares de Brachiaria spp., Cynodon spp., Paspalum spp., Pennisetum spp., Chloris gayana, Cenchrus ciliaris, Digitaria decumbens e Panicum maximum (SILVA SOBRINHO, 2001). Apesar do potencial de produção da maioria das gramíneas forrageiras tropicais, a taxa de lotação média é restrita em decorrência do grave problema de degradação das pastagens, situação que ocorre em 60-80% das áreas destinadas à produção de ruminantes, atingindo ao correspondente a 5 ovelhas/ha.
Gramíneas forrageiras
Brachiaria spp.
Os capins dessa espécie possuem diversos hábitos de crescimento e características. É um gênero importante que alicerçou o crescimento da pecuária bovina nacional. Hoje, ocupam cerca de 75% dos 100 milhões de hectares de pastagens cultivadas, principalmente as espécies B. decumbens cv. Basilisk (capim-braquiária) e B.
brizantha cv. Marandu (capim-marandu).
As outras espécies, de representatividade menor, são: B. humidicola (quicuio-da-Amazônia ou humidícola), B. mutica (capim-angola
ou capim-fino), B. ruziziensis e B. dictioneura. Pastagens podem albergar um fungo (Pithomyces chartarum), cosmopolita, considerado saprófito em vegetais, que se desenvolve em temperaturas na faixa de 18 a 27 ºC e umidade relativa alta (96%). Produz uma micotoxina hepatotóxica (esporodesmina) diretamente ligada a esporulação do fungo, capaz de provocar processos cutâneos do tipo fotossensibilizante, associado à síndrome do eczema facial. Há comprometimento do aparelho ocular e da pele, principalmente nas regiões mais expostas à incidência dos raios solares, com lesões localizadas freqüentemente na região periorbital, conjuntiva ocular e palpebral, podendo levar a cegueira irreversível, alterações na região lateral da cabeça, acompanhadas de lacrimejamento e, às vezes, edemas que podem atingir, inclusive, as orelhas (ALMEIDA et al., 2000). Esses sintomas estão ligados às disfunções e lesões hepáticas, com redução da capacidade do fígado de transporte e excreção de filoeritrina, substância fotodinâmica formada pela degradação da clorofila no trato gastrintestinal e que passa para circulação periférica, acumulando-se na pele.
Devido a irradiação solar, ocorre uma reação de calor, que se manifesta por: eritema (pele com cor avermelhada) seguido de edema (inchaço), prurido (coceira), exsudação (liberação de líquidos) e necrose (morte da pele) com mumificação da pele (VIANA e BORGES, 2002).
SIQUEIRA (1988) relatou o problema de fotossensibilização em ovinos pastejando Brachiaria decumbens e B. ruziziensis, mas nenhum caso com B. humidicola. As classes mais afetadas são as ovelhas paridas e animais jovens mantidos exclusivamente em pastagem de Brachiaria spp. (SANTOS et al., 1999). Para contornar parcialmente o problema de fotossensibilização dos animais em áreas de B. decumbens, NEIVA e
CÂNDIDO (2003) utilizaram o pastejo noturno e maior rebaixamento das plantas, criando condições desfavoráveis ao desenvolvimento da doença. SANTOS et al. (1999) e SANTOS et al. (2002) comentaram que, além dos problemas de fotossensibilização, capins do gênero Brachiaria não têm sido recomendados para ovinos devido ao baixo valor nutritivo. Pequenos ruminantes têm maiores requerimentos para manutenção por unidade de peso metabólico do que as espécies de peso corporal mais alto, necessitando de alta qualidade da forragem para
alcançar bom desempenho (LEITE e VASCONCELOS, 2000). Entretanto, os problemas de fotossensibilidade podem ocorrer em outros capins, como relatado para capim-coastcross por VIANA e BORGES (2002).
Panicum maximum
O capim mais conhecido dessa espécie é o capim colonião, introduzido no período colonial. Hoje, existem vários ecótipos e cultivares. Apresentam boa dispersão no Brasil, hábito de crescimento ereto, perfilhando em forma de touceira. Atualmente, os cultivares Tanzânia e aruana vêm se destacando na criação de ovinos e caprinos. As folhas decumbentes e a boa produção de MS, quando bem adubado, do capim-
Tanzânia são fatores favoráveis a manutenção de alta taxa de lotação na época chuvosa do ano. Há ocorrência de alguns problemas da dificuldade de manejo devido à presença de colmos rijos, causando até cegueira nos animais, além do baixo valor nutritivo da forragem residual e quando exageradamente crescido. Deve-se ressaltar que a ingestão de forragem por pequenos ruminantes é favorecida pela por estrutura com folhas mais curtas e estreitas, em grande densidade.
Grande densidade de perfilhos, folhas mais finas e tenras, melhor distribuição anual de forragem e médio porte são algumas características que fazem do capim-aruana uma planta forrageira muito promissora para ovino-caprinocultura. No estado de São Paulo, o cv. Tanzânia produziu 25,6 toneladas de folhas/ha (JANK e COSTA, 1990), enquanto o cv. Aruana apresentou produções variando entre 18 a 21 toneladas de MS/ha/ano (SANTOS et al., 1999).
O capim-aruana foi introduzido com muito sucesso na Bahia, com manejo simples, persistente, alta produção e boa qualidade de forragem, sendo base no sistema de pastejo rotacionado de alguns empreendimentos (Foto 1).
Outras variedades e cultivares dessa espécie, como gatton panic, green panic, vencedor e massai também podem ser utilizados, pois apresentam porte médio e boa produção e qualidade de forragem, se bem manejados. A propagação é feita por sementes, facilitando sua adoção.
Pelo hábito de pastejo de ovinos e caprinos mantidos em áreas exclusivas de gramíneas, não se recomenda a escolha de plantas de porte muito alto, como alguns cultivares dessa espécie (mombaça, tobiatã, colonião).
Cynodon spp.
As espécies de Cynodon spp. são bastante utilizadas na criação ovina e caprina, por apresentarem boas características nutricionais e produtivas, apesar do custo de implantação ser relativamente alto, pois são plantados por estolões (mudas vegetativas). Nesse grupo se encontram os capins Tifton-85, coast-cross, estrela-africana, Tifton-68, florico, florona e florakirk, entre outros. Também possuem boas características para conservação de forragem para época seca do ano como feno, silagem pré-secada, silagem ou mesmo pasto reservado.
O plantio deve ser realizado por mudas sadias com gemas maduras. São utilizadas cerca de 3 toneladas de mudas para plantar 1 hectare.
Cenchrus ciliaris
O capim-buffel apresenta de crescimento ereto, com boa densidade de perfilhos. No sertão nordestino, a introdução de gramíneas perenes (principalmente o capim-buffel) trás vantagens óbvias, não só pela manutenção de maior quantidade e qualidade de forragem no período seco, como também pelo rápido rebrote da pastagem no início das águas. Essa planta forrageira possui uma grande variabilidade genética, devido as suas variedades serem advindas de linhagens e hibridações utilizando-se materiais com diferentes características agronômicas, sendo portanto mais ou menos preferidas pelos ruminantes. A produção de MS/ha, segundo a literatura, nas variedades Americano, Biloela, Malopo, Gaydah e CNPC-30 atingiram mais de 10, 5, 8, 3 e 8 toneladas, respectivamente.
Andropogon gayanus
Cultivares: Planaltina e Baeti
Planta de crescimento ereto e porte alto. Folhas de coloração verde escura, macias e bastante pilosas. As folhas possuem um estreitamento característico na base da lâmina. A inflorescência é composta de rácemos. Possui ótima tolerância a solos ácidos e de baixa fertilidade. Tolera bem a seca e possui alta resistência à cigarrinha-das-pastagens. Propagado por sementes, que, por apresentarem aristas e cerdas envolventes, dificultam a operação de semeadura mecânica. Utilizado em pastagens, principalmente nas regiões de cerrados. O manejo do capim-andropógon com ovinos deve seguir um rigoroso ajuste da oferta de forragem e período de pastejo, evitando o crescimento exagerado e queda acentuada do valor nutritivo, gerando grandes quantidades de material morto.
Fonte: UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM PRODUÇÃO ANIMAL
PROGRAMA DE OVINO-CAPRINOCULTURA DA BAHIA
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Pastagem para ovinos e caprinos 1
Prof. Dr. Danilo Gusmão de Quadros
Na região Nordeste do Brasil, a ovino-caprinocultura é uma importante atividade sócio-econômica, com destaque para a agricultura familiar. Atualmente, a atividade se expande com investimentos de empresários e incentivos governamentais, dotando o criatório com soluções alternativas baseadas em tecnologias regionais.
O Estado da Bahia conta com a maior população caprina e a segunda maior ovina do Brasil. Entretanto, os sistemas de criação predominantes são caracterizados por baixos índices zootécnicos, em conseqüência da precária nutrição, dos problemas sanitários, do manejo ineficiente e do baixo potencial genético dos animais.
A forragem produzida na pastagem é a fonte mais barata de alimentos para ovinos e caprinos (ELY, 1995). FIGUEIREDO (1990) expressou a necessidade do lançamento e avaliação de plantas forrageiras mais específicas para criação de pequenos ruminantes,
com alta produção e boa aceitabilidade.
O Brasil tem 170 milhões de hectares de pastagens, sendo 100 milhões (58 % do total) ocupados com pastagens cultivadas ou artificiais, as quais apresentam ampliação de sua participação ao longo dos anos (em 1985 correspondeu a 41% do total), em relação às pastagens nativas, em vista da maior capacidade de suporte proporcionada.
Entretanto, ainda são escassos trabalhos com pastagens tropicais para a ovinocaprinocultura. Plantas forrageiras que apresentam alta relação folha/colmo e alta densidade de massa seca (MS) facilitam a apreensão da forragem pelo animal em pastejo, refletindo em aumento de ingestão de energia digestível (MOTT, 1981).
Nos sistemas de produção de pequenos ruminantes, a racionalização e a intensificação da utilização de pastagens é de extrema importância. Contudo, segundo MACEDO et al. (2000), a terminação de cordeiros em confinamento foi mais rentável, pois em pastagens a verminose limitou o ganho de peso dos animais.
O objetivo desta revisão foi o de reunir as informações mais relevantes dos trabalhos científicos sobre o manejo de gramíneas e leguminosas forrageiras, comportamento ingestivo e interação de pasto x verminose, visando intensificar a produção de caprinos e ovinos em sistemas pastoris.
Fonte: UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM PRODUÇÃO ANIMAL
PROGRAMA DE OVINO-CAPRINOCULTURA DA BAHIA
sábado, 16 de outubro de 2010
Programa de controle da artrite encefalite caprina
O Dia de Campo na TV fez um programa sobre a artrite encefalite caprina, que foi ao ar no dia 20 de março. O programa foi exibido pelo Canal Rural (NET / SKY). Esta é uma produção da Embrapa Informação Tecnológica (Brasília - DF), em parceria com a Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral - CE), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Foto: Adriana Brandão
A artrite encefalite caprina causa a perda da flexibilidade articular dos animais
A doença entrou no Brasil na década de 1980 por meio da importação de animais e sêmen contaminados, disseminou-se amplamente pelos plantéis de alto padrão genético e provoca grandes perdas na produção de leite. Os principais sintomas da doença são as lesões nas articulações, na glândula mamária, pulmões e, mais raramente, no sistema nervoso central e rins.
Para a enfermidade não existe cura ou vacina. Os pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos estudam, há 14 anos, programas de controle. As formas de diagnóstico também preocupam os pesquisadores que padronizaram o teste IDGA, aceito internacionalmente, que está em fase de análise para ser produzido em larga escala.
O programa Dia de Campo na TV mostrou que o controle da Artrite Encefalite Caprina é um desafio trabalhoso e oneroso para os produtores, mas que vale a pena pelos resultados que apresenta. O Dia de Campo na TV também apresenta outros assuntos nos quadros: Falando Sobre, Na Prática, Terra Saudável, Conhecendo a Embrapa e Sempre em Dia.
Data/Hora:
2009/03/20
Quem quiser gravar no computador, pode fazer o download dos videos nos links abaixo:
Vídeo WMV - Programa de controle da artrite encefalite caprina1
Vídeo WMV - Programa de controle da artrite encefalite caprina2